CIDADE CONCÍLIO VATICANO II
O tema da cidade não esteve explícito nos debates entre os padres conciliares. Um dos temas mais relacionados à cidade e que esteve no centro das suas preocupações foi o DIÁLOGO com o MUNDO moderno. Desde o século XVI, pela primeira vez, a IGREJA CATÓLICA através de um Concílio se propôs a compreender o mundo, abandonando a posição de condenação que a orientou durante toda a MODERNIDADE. A dinâmica conciliar e as escolhas feitas conduziram os bispos presentes nesse evento a uma atitude de escuta e de aprendizagem do mundo moderno.
Uma das chaves de leitura que o CONCÍLIO adotou foi o DIÁLOGO: diálogo dentro de suas estruturas, diálogo com as diversas Igrejas cristãs e religiões, diálogo com o mundo. A partir dessa atitude dialogante e desse olhar sobre o mundo moderno, é possível identificar elementos que permitem mapear as cidade subjacentes aos documentos aprovados. concepções de cidade subjacentes aos documentos aprovados
I. A Igreja Católica e a questão da cidade antes do VATICANO IIP. A questão urbana não tem sido uma realidade muito estranha à história da Igreja Católica. A expansão do cristianismo a partir das fronteiras de Israel se fez através das cidades ao mesmo tempo, o cristianismo teve um papel importante no desenvolvimento do imaginário sobre a cidade que contribuiu para a evolução das cidades no mundo medieval.
O ressurgimento das cidades a partir do século XI trouxe desafios às estruturas eclesiásticas centradas na paróquia e que foram desenvolvidas no interior do feudalismo, mas não foram adotadas medidas para responder a esses desafios. Por trás dessas mudanças estava a formulação de uma nova forma de compreender o mundo que considerava de forma positiva as realidades terrestres. A obra de TOMÁS DE AQUINO fez parte desse movimento de ida ao mundo", que surge no século XI e contribuiu com o esforço de valorização das realidades terrestres por parte da TEOLOGIA (cf. Bastit, 2010, 26). Essa nova atitude diante dessas realidades incluía também a preocupação com a realidade das cidades que estavam renascendo e foi importante no processo de aproximação da Igreja Católica da nova realidade.
Apesar disso, o tema da cidade dividia muitas lideranças da Igreja Católica. As próprias imagens bíblicas de Jerusalém e de Babilônia, sempre em luta, serão utilizadas muitas vezes para expressar as diferentes visões sobre a cidade existentes na Igreja medieval. Mas apesar dessas divergências, gradativamente foi sendo criado um clima favorável ao diálogo com a cidade. Os sermões de Alberto Magno são o resultado desse esforço de diálogo com a cidade. De certa forma, é possível afirmar com Le Goff que Alberto Magno, já no século XIII, propunha uma teologia e espiritualidade da cidade (cf. Le Goff, 2007, 145). A existência de uma reflexão teológica favorável ao mundo urbano podia ser explicada pela presença maciça de cristãos nas cidades, por uma nova sensibilidade da HIERARQUIA católica para essa nova realidade e pelo desenvolvimento do movimento comunal que reivindicava a AUTONOMIA das cidades em relação às estruturas feudais.
No século XIII vão se dar mudanças na posição da Igreja Católica em relação às atividades comerciais: a partir desse momento será adotada uma posição mais conciliadora em relação às práticas comerciais, antes consideradas como más, embora oficialmente a usura e atividade comercial continuassem a ser condenadas. O principal interlocutor com o qual a Igreja Católica fez um esforço de diálogo nesse momento histórico foi justamente o homem burguês, aquele que fez da cidade seu lugar próprio, seu território de liberdade. Esse homem precisava de liberdade espacial, territorial, para ir e vir, para desenvolver a dividade comercial, mas também precisava de liberdade de consciência para agir sem a percepção de que estivesse pecando. Além disso, a própria construção das grandes catedrais nesse período era o resultado da aproximação da Igreja Católica em relação à nova classe emergente, a burguesia, que contribuía com o financiamento dessas obras. Por isso, não é possível falar num enfrentamento entre Igreja Católica e a nova classe emergente, pois a ferramenta fundamental para esta última, o dinheiro, gradativamente foi sendo legitimado pela instituição eclesiástica.
Se houve mudanças no discurso da Igreja Católica sobre a cidade e o seu principal protagonista, a partir do século XIII, sobretudo, mudaram também as práticas pastorais no mundo urbano, que se expressaram em duas novas estratégias: as irmandades e as ordens mendicantes. As irmandades medievais possibilitaram que os LEIGOS se reunissem com certa autonomia em relação ao clero. Essas irmandades reuniam os leigos de forma espontânea e voluntária, sob uma regra estabelecida pelos mesmos. Além das atividades religiosas que lhes eram próprias, criavam também estruturas de ajuda mútua entre os seus membros. As ordens mendicantes se consagraram especialmente as cidades. Diferentemente dos mosteiros, que eram verdadeiros feudos, as ordens mendicantes eram sinal de uma Igreja inserida na cidade e preocupada com os problemas da instituição e com os leigos.
O CONCÍLIO DE TRENTO, no século XVI, significou um momento de inflexão em relação às cidades, ao reafirmar as estruturas organizacionais da Igreja Católica provenientes da Idade Média. As cidades ficaram divididas em paróquias e mantiveram os títulos eclesiásticos tradicionais sem renová-los. A partir daí houve o afastamento da Igreja Católica da vida pública: o modus vivendi urbano passou a ser estranho para o discurso e para a prática PASTORAL Em certo sentido, as cidades foram abandonadas pela Igreja Católica.
Na contramão dessa postura, a modernidade transformou a cidade em locus fundamental do desenvolvimento do CAPITALISMO, de novas formas de sociabilidade e da difusão do estilo de vida urbano. A resistência da Igreja Católica ao mundo moderno foi também resistência ao capitalismo, ao modo de vida urbano e à força simbólica da cidade. A Igreja Católica viu a cidade como uma ameaça, e não como um espaço potencial para a evangelização.
II. A Igreja Católica e o tema da cidade no Vaticano II. A leitura que o Concílio Vaticano II fez da cidade inseriu-se dentro do esforço feito pelos PADRES CONCILIARES de dialogarem com as grandes reivindicações da modernidade. Assim, os Documentos conciliares apresentam, de maneira geral, uma leitura positiva da modernidade e, em decorrência, também da cidade. Na GAUDIUM ET SPES encontramos três aspectos que perpassam os demais documentos e que nos ajudam a compreender a perspectiva assumida pelo Concílio diante da cidade: a) reconhecimento de que há uma solidariedade orgânica entre IGREJA e mundo, já que esta faz parte do mundo e participa dos seus problemas (cf. GS 1); b) reconhecimento da autonomia das realidades terrestres (cf. GS 36) inclusive da cidade (cf. GS 36d), e c) atenção para OS SINAIS DOS TEMPOS (cf. GS 4).
A temática da cidade está presente no Concílio Vaticano II através de diversas expressões presentes em diversos documentos cidade, cidade celestial, cidade terrestre, cidade dos homens, cidade permanente, cidadãos, civilização moderna, civilização urbana, indústria, industrialização, urbanização e vida urbana Esses termos aparecem em sete documentos conciliares: LUMEN GENTIUM, Gaudium et Spes, SACROSANCTUM CONCILIUM, AD GENIES, APOSTOLICAM ACTUOSITATEM PRESBYTERORUM ORDINIS In NOSTRA AETATE
Para a compreensão da cidade no Vaticano 11. escolhemos três noções que estão presentes nos Documentos a cidade como espaço onde se da aquilo que no mundo moderno denominamos de vida ur- bana; a cidade entendida a partir da dicotomia cidade celeste x cidade terrestre, a cidade como espaço de atuação da Igreja E importante realçar que essas três noções encontram-se muito inter-relacionadas nos Documentos.
a) A cidade como espaço urbano. Como não poderia deixar de ser, em virtude de sua preocupação central com o mundo moderno, o documento que mais cita a cidade como espaço urbano é a Gaudium et Spes.
A Gaudium et Spes reconhece que "cresce (...) a civilização urbana, não só pela multiplicação das cidades e de seus habitantes, mas também pela expansão do modo de vida urbano as zonas rurais" (6b). Essa expansão se da tanto em virtude do êxodo rural, fenômeno muito próprio do processo de urbanização, como pela disseminação do estilo de vida urbano entre as populações rurais. Assim, o documento reconhece um dado muito presente nos estudos sobre a cidade no mundo moderno: a vida urbana ultrapassou as fronteiras das cidades e atingiu também o mundo rural, alterando tanto o movimento das pessoas, as tecnologias disponíveis e a reorganização dos espaços.
A Gaudium et Spes percebe que a cidade é um desafio moderno e, por isso, recomenda que "especialistas católicos" desenvolvam estudos que possibilitem compreender a realidade urbana e os seus desafios (87b) dentro da orientação do próprio documento de que a Igreja, "para desempenhar tal missão, tem o dever de perscrutar os sinais dos tempos"(4). Criticando o anonimato presente nas cidades, em decorrência da grande concentração populacional, a Constituição elogia a rejeição ao anonimato como um caminho para afirmação do valor da PESSOA humana: "o homem, na verdade, não se engana quando se reconhece superior aos elementos materiais, e não se considera somente uma partícula da natureza ou um elemento anônimo da cidade humana" (GS 14b). Na cidade, a concentração populacional, ao mesmo tempo que favorece a privacidade e permite às pessoas viverem sem sentirem-se vigiadas, em
contrapartida favorece a anomia, o anonimato e até mesmo o isolamento das pessoas. No entanto numa realidade com essas características as pessoas procuram formas de afirmação do valor do humano A Gaudium et Spes insiste, ainda, que os governos têm o compromisso de construir alternativas para tornar a vida nas cidades mais satisfatória para as pessoas (876)
b) A cidade entendida a partir da dicotomia cidade celeste x cidade terrestre. A dicotomia cidade celeste x cidade terrestre e oriunda do pensamento. de Agostinho Para esse autor, essas duas realidades não só são distantes, mas também antagônicas A razão desse antagonismo está na origem dessas duas realidades Dois amores fizeram duas cidades o amor de si até o desprezo de Deus produziu a cidade terrestre, o amor de Deus até o desprezo de si produziu a cidade celeste" (A cidade de Deus) Essa distinção marcou a teologia católica durante grande parte de sua história e forjou uma concepção eclesiológica da qual decorre uma compreensão que identificava REINO DE DEUS e Igreja Católica em contraposição ao mundo. Nessa perspectiva, embora localizada na HISTÓRIA, a Igreja Católica era considerada como uma sociedade perfeita e livre dos erros do mundo.
A dicotomia cidade celeste x cidade terrestre alimentava outras dicotomias: sagrado x profano, humano x divino, clero x laicato e mundo religioso x mundo secular, que constituíram elementos importantes no imaginário católico no Ocidente. Além disso, essa dicotomia gerou uma percepção negativa das realidades terrestres que considerava tudo o que é humano como pecaminoso e perigoso. Uma das consequências dessa dicotomia era considerar a Igreja Católica como uma realidade superior ao mundo e como a instância definidora das regras de funcionamento do mundo. Além disso, essa perspectiva acabou fazendo uma avaliação negativa das realidades terrestres e uma defesa de tudo o que remetia ao universo religioso.
A partir do século XII, como vimos, com o reflorescimento das cidades medievais, deu-se uma valorização das realidades terrestres. O desenvolvimento do modus vivendi urbano trouxe para a sociedade medieval outro olhar sobre ao mundo secular onde o resultado da ação humana é considerado como uma maravilha da CRIAÇÃO; as coisas presentes no mundo são, assim, exaltadas como elementos que remetem ao próprio Deus. E nesse ambiente que Tomás de Aquino construiu outro paradigma que valorizava as realidades terrestres.
O pano de fundo da obra e do pensamento tomista é o ambiente do reflorescimento das cidades. O esforço de valorização das realidades terrestres feito por Tomás de Aquino esteve perpassado pelo diálogo com a cidade e com o novo sujeito histórico que desponta nesse momento. Embora esse autor não trate explicitamente do tema da cidade, as suas preocupações teóricas responderão as inquietações nascidas das cidades. Um exemplo disso é o tema da lei, que muito preocupava Tomás (cf. Bastit, 2010).
O Vaticano II, em sintonia com o pensamento tomista, reconheceu a autonomia das realidades terrestres (cf. GS 36). Esse paradigma foi assumido pelo Vaticano II para compreender as relações Igreja-mundo. Assim, ao invés da Igreja Católica olhar o mundo a partir de si mesma como havia feito durante a época moderna, no Vaticano Il ela passa a ver o mundo a partir de suas potencialidades, de seus valores e de sua positividade. Por trás desse paradigma está presente a ideia de que há uma simbiose entre cidade celeste e cidade terrestre, entre reino de Deus e mundo, entre Igreja e sociedade humana. Ao referir-se à Igreja "ao mesmo tempo como assembléia visível e comunidade espiritual" (GS 40c), OS PADRES CONCILIARES afirmam que a Igreja "caminha juntamente com a humanidade inteira. Experimenta com o mundo a mesma sorte terrena; e como o fermento e a alma da sociedade humana a ser renovada por Cristo e transformada na família de Deus." (40c). Para falar dessa simbiose, a Gaudium et Spes afirma "a compenetração da cidade terrena e celeste não pode ser percebida senão pela fé" (40c). Aqui, embora a Igreja tenha a sua especificidade como comunidade que deve ser sinal do reino, ela confunde-se com o mundo na medida em que o assume como o seu lugar próprio de atuação. Isso está expresso também no proêmio desse documento que, desta forma, sintetiza o programa conciliar: "as alegrias e a esperanças, as tristezas e as angústias dos. homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças e as angústias dos discípulos de Cristo. Não se encontra nada verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração. (...) a comunidade cristä se sente verdadeiramente solidária com o gênero humano e com sua história" (GS 1).
Para o Concílio, os cristãos são cidadãos do mundo e do reino, ou seja, são cidadãos de ambas as cidades (GS 43a). O mundo não é mais visto como um perigo, um lugar onde o pecado impera. Os cristãos devem agir no mundo para transformá-lo ao lado de outras pessoas que seguem os mesmos fins (cf. GS 43b). Para tanto, a Constituição pastoral estimula os cristãos para que se qualifiquem adequadamente para atuarem no mundo com competência (cf. GS 43b). Os cristãos são também apresentados por esse Documento como peregrinos da cidade celestial (57a) que não podem estar alheios ao mundo, mas, ao contrário, devem atuar "juntamente com todos os homens na construção de um mundo mais humano" (57a). O Concílio, portanto, propõe a superação da dicotomia cidade celeste x cidade terrestre, e apresenta a Igreja como
servidora do mundo para possibilitar a construção de uma civilização mais humana.
Como vimos, muito antes do Concílio, a ação pastoral nas cidades com todas as suas especificidades já desafiava a Igreja Católica. A inserção de padres franceses, logo depois da II Guerra Mundial, no mundo operário era um dos sinais de que muitos setores da instituição reconheciam a cidade como um espaço a ser compreendido e a ser objeto de ação pastoral. Se no século XIX a Igreja Católica "perdeu a classe operária", agora tratava-se de aproximar-se dela como parte de um grande esforço para atuar nas cidades, considerando seus desafios e suas grandes questões para a ação evangelizadora. Embora o tema da cidade como espaço de atuação pastoral apareça poucas vezes no Concílio, encontramos elementos que possibilitam pensar a realidade urbana como um lugar privilegiado para a ação pastoral. O Concílio propõe para a Igreja Católica um movimento de "retorno” ao mundo, uma "volta" à realidade urbana. A teologia das realidades terrestres, elaborada muito antes do Concílio e assumida pelos padres conciliares, trouxe uma inspiração para uma leitura positiva da cidade e, consequentemente, para repensar a ação pastoral nas cidades de maneira própria. O número 4 da Gaudium et Spes tem ecos que perpassam todos os documentos do Concílio. A afirmação de que a Igreja tem o dever de "perspecrutar os sinais dos e interpretá-los à luz do Evangelho" é inspiradora tempos inclusive no que diz respeito à cidade. Entender as características das cidades como sinais dos tempos que exigem da Igreja Católica discernimento à luz da mensagem evangélica, é um caminho que qualifica a ação eclesial. Nesse sentido, a Ad Gentes, ao referir-se à atividade missionária nas igrejas particulares, afirma que o bispo, para cumprir a sua missão, precisa "compreender profundamente tanto a situação do seu rebanho como as convicções de seus concidadãos a respeito de Deus, nunca esquecendo as transforma ções introduzidas pela assim chamada urbanização, pelas migrações e pelo indiferentismo religioso" (20b). Aqui encontramos três aspectos que, segundo esse documento devem ser objeto das preocupações dos bispos e, por isso, de toda a igreja particular: a) a situação de vida dos cristãos; b) as convicções dos cristãos com seus valores e crenças religiosas, e c) as mudanças trazidas pela urbanização, pelas migrações e pelo indiferentismo religioso, não esquecendo que essas duas últimas mudanças são também fenômenos muito próprios das cidades.
A leitura positiva das cidades, do ponto de vista da ação pastoral, realizada pelo Concílio pode ser identificada quando os padres conciliares afirmam a necessidade de se adaptarem as igrejas locais as grandes cidades, sobretudo no que diz respeito às suas formas organizativas (cf CD 22c). A realidade urbana exige uma articulação entre as paróquias, no interior das dioceses, e até mesmo entre as dioceses, no âmbito nacional e até mesmo internacional. Ou seja, as cidades são compreendidas como desafios a serem enfrentados pela pastoral orgânica e articulada entre as diversas unidades eclesiais (cf. AA 10c).
Segundo o Concílio, o que move a Igreja Católica é o desejo de servir às pessoas, e isso não significa interferir no governo das cidades (cf. AG 12g). Aqui o respeito à autonomia das cidades é uma extensão da autonomia das realidades terrestres assumida pelo Vaticano II, como vimos antes.
O estilo de vida urbano, que no mundo moderno tem a tendência de romper as fronteiras das cidades e avançar sobre o mundo rural, cria outras formas de vida comunitária (cf. GS 54) que levantam novas perguntas à Igreja Católica. A partir das inspirações do Concílio, podemos afirmar que a ação pastoral nas cidades tem que considerar a cidade na sua potencialidade como espaço onde as pessoas buscam viver melhor e de forma mais humana.
Bibliografia: BASTIT, Michel. Nascimento da lei moderna. O pensamento da lei de Santo Tomás a Suarez. São Paulo: Martins Fontes, 2010; COMBLIN, José. Teologia da Cidade. São Paulo: Paulinas, 1991; LE GOFF, Jacques. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006; LE GOFF, Jacques. As raízes medievais da Europa. Petrópolis: Vozes, 2007; SANCHEZ, Wagner Lopes. Teologia da cidade. Relendo a Gaudium et Spes. Aparecida: Santuário, 2013.
Wagner Lopes Sanchez